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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MINERAÇÃO VARGINHA, O CRIME CONTINUADO


Mais um dia e o caldo sórdido que escorre das entranhas da Mineração Varginha continuam violentando nossas nascentes e mananciais; a atividade mineradora é mantida como se nada tivesse acontecido, com a sem cerimônia típica dos que sentem acima da lei ou amigo dessas caricaturas de rei.
Seria muito conveniente se soubéssemos quem são os compradores do que é produzido por essa cloaca vulcânica; muito ajudaria se fosse possível conhecer as razões que levam empresas de maior porte e repercussão pública a manterem relações comerciais com esses bucaneiros da poluição.
Em anos recentes, na Zona da Mata, uma mineradora teve sua atividade interrompida depois de um desastre de igual proporção, as multas foram vultuosíssimas, a população, o ministério público, as autoridades, a polícia; enfim todo mundo se mobilizou para dizer que há uma fronteira muito claro entre atividade industrial-mineral e banditismo ambiental.
Poços saiu na Lista de Áreas Contaminadas de Minas Gerais, divulgadas pela SUPRAM - a Phelps Dodge e três postos de gasolina, o que. aliás, não surpreende ninguém em uma cidade onde se constroem postos de gasolina ao arrepio lei, sem cumprimento de distâncias do rio e de outras unidades similares. É a lei do vale tudo e do salve-se quem puder. Ou a lei do "me dá uma forcinha lá que te ajudo quando precisar".
A propósito não é incomum a prática de arrombamento de barragens para esvaziar seu conteúdo, espero que não seja o caso aqui.

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